sábado, 2 de outubro de 2010

Chuva

Hoje acordei com o som mais cintilante e suave, como cheiro mais doce, era a chuva. Como eu ansiava essa chuva. Suas gotas batiam continuamente em minha janela parecia até um sonho, chegou a tão esperada chuva, a tão desejada e comentada. Todos esperavam por esse momento.


Quando abri os olhos e pudê ver realmente o que meus ouvidos e meu nariz já haviam me contado, expandir-me de felicidade. Ah mas que vontade de sair como estava e ir sentir essas gotas me tocar. Apesar dos lençóis me abraçarem e implorarem: desfrute disso comigo. Apelo foi tão grande que fiquei me deliciando disso deitada, e como foi bom.

Em meus pensamentos eu saboreava secretamente a chuva, mas a tal chegou trazendo também milhões de pensamentos à tona, não só pensamentos, vontades e até mesmo sentimentos nos quais eu não poderia desfrutar a angustia então veio para me atormentar e tal da chuva passou a não ser mais tão bem vinda.

As mesmas águas que chegaram para limpar as impurezas trouxeram consigo milhões de incertezas, nada, é tão perfeito me sentia tão bem com as tais gotas e passei a me sentir mal, complexo eu sei. Mas o descontamento foi geral esperava tanto que quando se teve pouco agradou com o frio a chama que estava acesa enfraqueceu e lá estávamos nós querendo tanto que o sol voltasse, mas pra que? Talvez só para se desejar que a chuva volte de novo daqui alguns dias para poder controlar essa chama, da qual nunca se apaga.

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